domingo, 5 de abril de 2009

Tipos de orçamento

Tipos de orçamento

Autora: Yumara Lúcia Vasconcelos



Existe uma diversidade de tipos de orçamento, distintos quanto a proposta conceitual e metodológica. Este artigo apresenta alguns desses tipos.

Embora em muitas empresas a avaliação de desempenho se baseie em dados históricos, outras preferem tomar por base o atingimento de metas orçadas.

As metas orçadas correspondem a padrões de desempenho.

O processo orçamentário fornece referências importantes para a criação de padrões de desempenho.

Para Fernandes (p.15, 2005):


“O processo orçamentário força as empresas a fazer o seguinte:

1 – Identificar seus objetivos a longo prazo e suas metas a curto prazo e ser específicas no estabelecimento de metas e na avaliação do desempenho relativo a elas.

2 – Reconhecer a necessidade de enxergar a empresa como um sistema de componentes interagindo, que devem estar coordenados.

3 – Comunicar as metas da empresa a todos os seus sócios e colaboradores e envolvê-los no processo orçamentário.

4 - Antecipar problemas e tratá-los proativamente em lugar de reativamente.”


Se considerarmos o orçamento como ‘continuidade’ do processo de planejamento, estas características são bastante coerentes (figura 1).

O orçamento tem o objetivo de antecipar desempenhos (resultados) dentro de um determinado intervalo de tempo.


“(...) podemos considerar que o orçamento é um plano administrativo-financeiro que cobre todas as fases operacionais por um período determinado, ou seja, é uma expressão formal das diretrizes, políticas, planos e metas estabelecidas pela alta direção de uma empresa, buscando quantificar e valorizar tais operações, tanto sobre o aspecto global, quanto sobre as diversas divisões e setores das organizações.” (FERNANDES, p.18, 2005)


A implantação de um projeto orçamentário exige análise do sistema contábil e forma de custeio. Como as informações são estruturadas no sistema de informações contábeis?


Figura 1: O processo orçamentário



Fonte: a autora.


Conheçamos alguns tipos de orçamento:

-orçamento contínuo;

-orçamento incremental;

-orçamento base zero;

-orçamento perpétuo;

-orçamento por atividade;

-orçamento estático;

-orçamento flexível;

-orçamento por projeto.

No orçamento contínuo (rolling budgeting) na medida em que o mês passa (ou qualquer subperíodo orçamentário) o dado é apagado, lançando-se um novo dado orçado em seu lugar. Por exemplo, digamos que você orçou um saldo para o mês de março de 200x. Ao término do referido mês, o dado orçado será excluído, acrescentando-se o orçamento do mês de março para o próximo subperíodo (200X1).

O orçamento incremental toma por base o princípio de que o dispêndio ocorrido no período passado constitui referência para orçamento do gasto do período seguinte. O incremento na transição dos períodos é percentual.

O orçamento base zero (OBZ) é uma das modalidades de orçamento mais conhecidas.

A idéia central é romper com o passado, ou seja, desconsiderar qualquer padrão verificado em períodos anteriores.

“A proposta do orçamento base zero está em rediscutir toda a empresa sempre que se elabora o orçamento. Está em questionar cada gasto, cada estrutura, buscando verificar sua real necessidade.” (PADOVEZE, p. 42, 2005)

No orçamento base zero cada processo é único.

“O orçamento base zero pressupõe que as unidades de negócio justifiquem continuamente cada uma das despesas de sua área.” (FERNANDES, p. 21, 2005)

Por esta metodologia, os itens são orçados com base em prioridade e real necessidade.

A origem do orçamento base zero está nas limitações do orçamento incremental.

O orçamento perpétuo pressupõe um estudo acurado de processos buscando-se entender a relação entre os eventos e a maneira com que seus efeitos impactam sobre o desempenho da entidade.

“O orçamento perpétuo utiliza a metodologia que propõe a sua previsão baseada nas relações de causa e efeito entre os diversos processos, identificando as inter-relações entre as atividades da empresa e definindo como elas influenciam na expectativa de resultado final de suas operações.” (FERNANDES, p. 21, 2005)

O orçamento por atividade toma por base uma estrutura de custeio baseado em atividades.

O orçamento estático é o mais comum. A partir de um volume determinado, os valores são orçados. Uma vez orçados, os dados não são mais alterados, o que pode dificultar o processo de acompanhamento e avaliação de desempenho.

O orçamento flexível pressupõe que o orçamento deve ser ajustado ao nível de atividade (real).

“Neste caso, em vez de um único número determinado de produção ou vendas, ou volume de atividade setorial, a empresa admite uma faixa de nível de atividades, em que tendencialmente se situarão tais volumes de produção ou venda.”. ( PADOVEZE, p. 43, 2005)

O orçamento por projeto é empregado quando para cada empreendimento os controles de ingressos, investimentos e saídas são segregados. São orçamentos específicos, porém parte de um orçamento geral.

A relação de orçamentos não é exaustiva, na medida em que novas propostas conceituais podem surgir em respostas das limitações das propostas já existentes.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FERNANDES, Rogério Mário. Orçamento empresarial: uma abordagem conceitual e metodológica com prática através de simulador. Mato Grosso: Editora UFMG, 2005.

PADOVEZE, Clóvis Luís. Planejamento orçamentário. São Paulo: Pioneira/Thonsom Learning, 2005.



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